terça-feira, 8 de abril de 2008

Racionais MC´s entre os 100 maiores da música


Dois discos do grupo estão na lista divulgada pela revista Rolling Stone Brasil. Da redação Com informações da revista Rolling StoneA Revista Rolling Stone Brasil publicou em sua edição de primeiro aniversário em outubro, a lista dos 100 maiores discos da música brasileira. Entre tantos nomes consagrados da nossa música como Jorge Ben, Tim Maia, Roberto Carlos, João Gilberto e outros, se encontra dois discos do grupo de rap paulistano Racionais MC´s.



Os cinco primeiros selecionados são os Novos Baianos com Acabou Chorare d e1972, Tropicália de 1968, Chico Buarque com Construção, João Gilberto com Chega de Saudade e Secos e Molhados. O disco “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais MC´S (1998 – Cosa Nostra) ocupa a 14º posição. Estando a frente de discos consagrados como: Titãs, “Cabeça de Dinossauro”, Tim Maia Racional, Legião Urbana “Dois” e vários outros, como todos os do Rei Roberto Carlos. Lançado dez anos depois que Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay resolveram virar os Racionais MCs, Sobrevivendo no Inferno colocou o rap no topo das paradas, vendendo mais de meio milhão de cópias. A música, com sua bateria básica, alguma melodia nos teclados e arranjos simples, vira adereço e, relação ao impacto das letras. Racismo, miséria e desigualdade social – temas cutucados nos discos anteriores – são aqui expostos como uma grande ferida aberta, vide “Diário de um Detento”, inspirada na grande chacina do Carandiru.Seguido por Mundo Livre S/A, João Donato e Tom Jobim. O Racionais MCs “Nada como um dia após outro dia” (2002 – Zâmbia), ocupa também a 88º posição no ranque dos 100 maiores discos da música brasileira. A ascensão dos Racionais está ligada à paulistanização do Brasil. À medida em que o dinheiro do Rio se deslocava para o outro lado da Dutra, o Brasil deixou de falar “S” chiado para chamar os caras de “manos”. Os Racionais são a Legião Urbana da parte pobre do país e Renato Russo era só um indie birrento perto do magnetismo de Mano Brown. E se música é filme, “Nada como um dia após outro dia” é algo entre o Godfellas e o Casino do gangsta brasileiro, e transformar o rap na trilha de um Brasil paulistano, cheio de grana e desconfiado. Barão e noiado. “Vida Loca”, como dizem”. Dois discos de Rap nacional na lista dos 100 maiores discos da MÚSICA brasileira. Somos ou não somos música!!?? Confira outros disco eleitos no site www.rollingstone.com.br

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